DEPRESSÃO

Depressão, ou transtornos depressivos, é um termo que designa uma série de síndromes distintas, porém com sintomas semelhantes. Diferente de tristeza, sentimento comum ao ser humano, os transtornos depressivos indicam um quadro mais grave, sendo considerados como doenças advindas de fatores genéticos, biológicos e psicossociais. Tristeza excessiva, sentimentos de vazio ou culpa, alterações no sono e no apetite, perda do prazer e interesse em atividades antes prazerosas, fadiga e baixa na energia física, capacidade diminuída de concentração e pensamentos recorrentes de morte são alguns dos sinais mais comumente observáveis nesses quadros.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pouco mais de 10% da população mundial sofre com algum tipo de transtorno depressivo, totalizando cerca de 350 milhões de pessoas no mundo. Esta também é considerada uma das maiores causas de incapacitação, gerando afastamento de atividades diárias, desde as mais simples como higienização, até as mais complexas, como trabalhar e conviver socialmente. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um profissional da saúde e o tratamento adequado será informado de acordo com cada caso. Por se tratar de um problema detectável através de entrevista clínica, e não por exames tradicionais, é imprescindível que a procura por este profissional seja feita a partir do momento em que os sintomas anteriormente citados persistam por dias ou semanas.
Alguns fatores de risco podem ser considerados, como eventos estressores da vida cotidiana, perdas, lutos, histórico de abusos, traumas ou histórico familiar da doença. O tratamento deve contemplar as medicações psicofarmacológicas, bem como o acompanhamento psicológico e a reinserção da vida em sociedade por parte do portador.
É comum que se estigmatize o indivíduo acometido com depressão como preguiçoso ou incapaz, contudo, deve-se entender que a depressão é um quadro grave, que pode gerar perdas nos mais variados âmbitos, pode levar à morte pelo alto risco de suicídio, e que esta se instala como qualquer outra doença, não estando ao alcance do indivíduo melhorar sem tratamento. 

REFRATARIEDADE

Por definição literal, é aquilo que resiste a reações químicas, físicas e temperaturas altas; Que resiste às leis, não é submisso; Que é resistente, imune; Aquele que não cumpre suas obrigações. 


O Conceito de refratariedade foi introduzido ao se perceber que os transtornos mentais poderiam chegar a um nível de gravidade tão alto a ponto de se tornarem resistentes às medicações. Sendo assim, a refratariedade não seria um tipo de depressão, mas uma condição desta. 


Para MORENO (2006), "[...] depressão resistente ou refratária ocorre quando há ausência de resposta a dois ou três antidepressivos consecutivos, usados em doses e períodos adequados. Esses antidepressivos devem pertencer a três grupos diferentes: tricíclicos, inibidores de monoaminoxidase e inibidores seletivos de recaptação de serotonina." 


* créditos nas imagens;

** Texto: Ronaldo Reis.

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